quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Um dia a minha mão encontrou a tua

O meu olhar percorre inquieto os degraus e a rua, esperando ver aquilo que sei, no meu coração, que não estará lá.
A luz do sol poente iluminou-me o rosto e todas as minhas memórias se eclipsaram.
O pensamento racional é o que nos torna humanos e essa é uma lição que eu perigosamente esqueço.
A paixão tem o seu lugar mas a mente deve sempre dominar.
Sinto um vazio agoniante a instalar-se no meu peito, recusando-se a abandonar-me.
Eu sinto-me doente o dia todo,
por não estar contigo.
Eu só queria sair toda a noite para uma volta. Deixar que a luz prateada das estrelas me banhe o rosto e o corpo e revele a minha expressão apaixonada.
Então eu beijo-te, silenciando o meu cepticismo e abandonando o impulso fútil de calar a minha fúria.
Acho que todos os momentos que vivi se abafaram no tempo.
E aquela pequena chama de esperança tremeluzente, desesperada que cintilou por uns momentos nos meus olhos, desapareceu.
O meu corpo está gelado,
a minha alma está seca como uma folha de Outono
e as lágrimas já queimaram o meu rosto.
Vis-te demasiado nos meus olhos.
Vis-te os designios que lá haviam.
A confusão apoderou-se do meu espirito e esqueci-me de sentir a realidade para viver o sonho.
Só quero ter a certeza de que quando chegar em ti,
O Inverno irá desaparecer
e tu ficas ao meu lado
e todas as Primaveras esquecidas serão lembradas,
no nosso silêncio que tudo diz.
Diz-me porque é que isso não pode ser verdade?
A minha alma está em ruínas
Estou a apanhar cada pedacinho do meu sonho.
Não sei se quero que todas a recordações tontas que tive desapareçam...
elas fizeram-me bem um dia.
E mesmo que a minha mente te apague,
a minha alma irá sempre lembrar-se de ti,
porque eu nunca esqueço aquilo que me marca.
Sejam olhares, palavras ou pessoas...

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